<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652</id><updated>2011-11-27T17:02:10.909-08:00</updated><title type='text'>Blog da Saraiva</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-6051056057144136260</id><published>2011-10-09T07:55:00.000-07:00</published><updated>2011-10-20T13:05:18.251-07:00</updated><title type='text'>Vettel: mata, mostra o dedo mas não mostra o pau</title><content type='html'>&lt;div&gt;Desafio qualquer um a fazer (ou encontrar) um vídeo com os melhores momentos de Vettel na pista: melhores ultrapassagens, shows na chuva (não valem situações onde acontece de parar de chover e um piloto tem sorte de estar na hora certa com os pneus certos, como Button no Canadá ou a primeira de Vettel em Monza, quando este seria, pela telemetria, provavelmente superado por Hamilton vindo de 16º), etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encontre um momento de Vettel superando na pista um grande companheiro de equipe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encontre esses melhores momentos em vídeo e publique. Daí poderemos colocar essas gravações ao lado dos melhores momentos de Senna.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pelas estatísticas (aproveitamento/idade), Vettel é o melhor piloto de todos os tempos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Onde está, no braço, na pista; no vídeo, a tradução desses números?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando pesquiso as carreiras de Senna ou Gilles Villeneuve (que morreu antes de ser campeão), delicio-me com muitos minutos de manobras e desempenhos na chuva excitantes. Leio por horas sobre as proezas desses dois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assisti a todas as corridas de Vettel, e não consigo lembrar de um único lance sequer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As regras da Fórmula 1 atual com seus pneus de borracha escolar e seus botões de "Nitro" a la Need for Speed trazem uma situação superinteressante: sai-se melhor aquele que "corre menos". Trazem de volta uma característica da Fórmula 1 pré-Senna. Nessa época os carros, muito frágeis, não podiam ser forçados "to race" durante muito tempo. Era preciso "administrar" os carros. Pilotos medíocres como Button se dariam muito bem naqueles tempos. A diferença é que naqueles tempos pilotos morriam...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje , numa F1 quase sem perigos, há algo de errado quando o mediano (medíocre?) é privilegiado em detrimento do gênio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma pena para espectadores que como eu querem ver corridas; não números numa tabela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto de ver o mesmo que Jeremy Clarkson, do Top Gear:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px" width="640" height="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TAf3JaMlWdw?version=3&amp;amp;start=346"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/TAf3JaMlWdw?version=3&amp;amp;start=346" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="640" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-6051056057144136260?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/6051056057144136260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=6051056057144136260' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/6051056057144136260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/6051056057144136260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2011/10/vettel-mata-e-nao-mostra-o-pau.html' title='Vettel: mata, mostra o dedo mas não mostra o pau'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-7748982024775035230</id><published>2010-05-29T19:35:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T00:55:10.109-07:00</updated><title type='text'>Lost: Tinha uma ilha no meio do caminho ou o funeral triste da televisão</title><content type='html'>O seriado Lost finalmente chegou ontem ao seu final. Não é preciso dizer que foi o season finale mais aguardado da década. E, como muitos devem concordar (ainda que por motivos diversos), foi um final extremamente frustrante. Foi frustrante não por deixar sem resposta “os mistérios da ilha”; o final foi pura e simplesmente ruim. Episódios excelentes ao longo da série criaram em mim a expectativa de que os autores escreveriam algo genial para o desfecho. E daí que fiquei boquiaberto, incrédulo quando vi sem maiores cerimônias copiarem um trecho do roteiro escrito por M. Night Shyamalan, nome pelo qual é conhecido o indiano autor de O Sexto Sentido e ponto final. Fim. Acabou. Mas, antes de terminar, vamos recordar um pouco os fatos e esclarecer algumas coisas que, pelo que venho lendo na internet em sites de fãs do seriado, parecem ter passado despercebidas. A série televisiva em questão foi importante por um motivo, mas teve o apreço de grande parte de seus fãs por outras razões. Se o seriado foi importante para história da televisão, foi justamente por marcar o início do fim deste veículo como o conhecíamos. Lost foi a primeira série a explorar as novas possibilidades de outros canais de transmissão de dados como a internet. E fez isso trabalhando com o fato de os espectadores, em novos meios tecnológicos, poderem se encontrar e trocar idéias sobre as produções de entretenimento as quais assistem num grau que não era possível antes. A série fez o público buscar na internet as referências (ou “pistas de mistérios”) nas quais a história era baseada. Dessa forma, os produtores podiam acrescentar as idéias mais “difíceis”, ou melhor, inacessíveis, que o público, por meio da internet, encarregar-se-ia (putz! que feio!) de buscar as referências; possibilitando assim o desenvolvimento de assuntos que eram praticamente impensáveis de se tratar num seriado televisivo. Assuntos que passam por religião, filosofia e até física quântica. Mas como dito acima, os espectadores se aproximaram do seriado por outras razões. O estilo de novela de mistério com peças que vão se encaixando numa narrativa ágil, como em O Código Da Vinci, é que chamou a atenção do público e o prendeu por tanto tempo. Mas a qualidade da produção vai muito além disso. Lost se sustenta basicamente por ser boa literatura. Os elementos da trama abordados com o uso de metáforas e a parábola que é o próprio enredo são riquíssimos em citações dos mais diversos tipos. A ilha funcionando como cenário, ou tabuleiro, para a exposição de teorias filosóficas, mais religiosas ou mais científicas, no campo da metafísica funciona muito bem. O público, porém, num primeiro momento atraído pelo thriller de ficção científica, não aceitou nada bem o uso que os autores fizeram de sua atenção. E aí está o grande equívoco e a grande ironia: aquilo que fez os espectadores amarem o seriado foi usado pelos escritores deste para fisgar o público; mas as reais intenções literárias dos autores (intenções que deram origem à maior parte das qualidades da trama) foram muito além do desejo de seu público, que queria apenas... a “isca” inicial. Numa pesquisa atenta em fóruns de discussão na web, não é difícil perceber a maior parte do público queria. Basta ver a infinidade de listas, geralmente intituladas de “mistérios” ou “respostas pendentes”, com itens como “o que é o monstro de fumaça?”, “quem construiu a estátua de quatro dedos?”, “o que é a ‘luz’?”. Mas como responder a perguntas como: “porque ele se transforma numa barata?” (A Metamorfose, Kafka), “o que é o monolito” (2001: Uma Odisséia..., Arthur C. Clarke). Ou se preferir: “o que é a pomba do espírito santo?”, “como e para quê Jesus ressuscitou?”, “como ele nasceu de uma virgem?”, “onde fica o inferno?”, “se o paraíso está ‘além’, aqui é o quê?”, “o que é o vinho que os discípulos bebem?”, “o que é nirvana?”, “o que significa o símbolo do yin-yang?”etc., etc. Ou, bem precisamente: “o que é a ilha para onde vão os personagens e como Ariel, que causa o naufrágio daqueles homens, transforma-se em ar, água ou fogo?” (A tempestade, Shakespeare). É uma parábola, oras! Dessa forma, se atendo à “isca”, os espectadores perdem a oportunidade que a grande literatura proporciona: “tornar acessível, ao homem médio, uma carga de vivência maior que aquela que a própria vida pode oferecer; e uma sabedoria que ele não conseguiria de outra forma” (Harold Bloom). Lost, fazendo uso da web, foi o último grande seriado televisivo que deu esse “acesso” ao público médio. É uma tentativa de levar a arte de Shakespeare, de contar histórias em duas horas, para novas mídias mais coletivas. Em literatura, que Lost de fato é, cada palavra é importante na construção da parábola. Cada fala dos atores tem um significado importante na trama. O público de Lost, porém, parece não estar interessado nesse tipo de literatura. E esse ponto, aliás, nos leva de volta a observação inicial quanto à qualidade do final da série. As ambições literárias de Lost não são muito diferentes das de um Paulo Coelho ou de um William P. Young (este bem familiar dos espectadores). Acontece que, ao contrário da dupla citada, a série vinha executando suas ambições de forma elegante em sua própria mídia; com muito mais talento que aqueles escritores na sua. Isso, com altos e baixos, até esse season finale. Ali, Carlton Cuse e Damon Lindelof perderam a chance de fazer história como sendo, além de criadores de uma produção importante para a história do fim da televisão atual, autores de uma grande estória. Ironicamente, parece que os autores acabaram se perdendo em sua própria ilha. Tropeçando em sua própria parábola. Um grande anticlímax em todos os sentidos. Seja para os espectadores que foram “abandonados” em sua ânsia por respostas, seja para aqueles que apreciavam suas qualidades literárias. Um final ruim, para todo tipo de público, de uma série que tinha sido muito boa, pelo menos para parte dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-7748982024775035230?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/7748982024775035230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=7748982024775035230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/7748982024775035230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/7748982024775035230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/05/lost-tinha-uma-ilha-no-meio-do-caminho_29.html' title='Lost: Tinha uma ilha no meio do caminho ou o funeral triste da televisão'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-7313723434047983540</id><published>2010-04-20T05:16:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T05:59:47.836-07:00</updated><title type='text'>Tom Zé e a Origem do Universo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S82dOIrEyWI/AAAAAAAAAEQ/urTAzomncn4/s1600/todos-os-olhos.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 278px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S82dOIrEyWI/AAAAAAAAAEQ/urTAzomncn4/s400/todos-os-olhos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462194789242161506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Supercordas: esta é a última “roupa” que físicos teóricos vestiram em sua ânsia de encontrar uma teoria final que unificasse todas as outras observações da natureza e explicasse a origem do Universo. E nessa busca eles têm falhado sucessivamente. Busca, aliás, muitíssimo antiga. Desde a Grécia antiga e de filósofos como Platão, cultiva-se a idéia de um “arquiteto” que teria criado o Cosmo e um homem feito à sua imagem e semelhança, o qual seria munido da razão necessária para decodificar a perfeição do mundo e a unidade de tudo o que existe. Platão chamava esse arquiteto, o “exactus”, de Demiurgo. E essa noção de “uno”, de universalidade, foi dar no Deus das religiões monoteístas do Ocidente.&lt;br /&gt;Esses conceitos de natureza (a Phýsis dos gregos) influenciaram de forma decisiva todos os filósofos e físicos que se consagrariam depois, como Newton e Einstein: tudo feito por Deus (a Natureza) é perfeito e devemos então descobrir essa perfeição em busca dos “segredos” da realidade que nos cerca. Essa idéia de perfeição e beleza também definiu os rumos que as Artes tomaram. Música bela, por exemplo, é aquela que segue as regras, que conhecemos por meio da matemática, do Criador perfeito e uno. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S82eGhyr2XI/AAAAAAAAAEo/Jpyrb5JGR-I/s1600/10_MVG_cult_tomzeee.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 228px; height: 337px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S82eGhyr2XI/AAAAAAAAAEo/Jpyrb5JGR-I/s400/10_MVG_cult_tomzeee.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462195758057642354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em seu novo livro, “Criação Imperfeita: Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza”, o destacado físico Marcelo Gleiser critica justamente essa idéia supracitada de natureza, tão perseguida por cientistas e filósofos. E Gleiser faz isso de maneira simples e elegante, demonstrando que essa postura perante a ciência é filosoficamente errada. Como o próprio autor comenta em entrevista a Saraiva (aquela; não esta ^^): “O nosso conhecimento do mundo depende de como a gente olha para esse mundo. E como que a gente olha pra esse mundo? Com os cinco sentidos e com os nossos instrumentos: microscópios, telescópios, etc. É claro que existe muito mais no mundo do que a gente pode enxergar. Nessa sala aqui agora há toda uma radiação eletromagnética que a gente não consegue enxergar, o que não significa que ela não seja real. Como que a gente pode ver isso? Com os nossos instrumentos. Só que nossos instrumentos são limitados. O que significa que a gente não pode ver ‘tudo’ sobre o mundo. E se a gente não tiver uma totalidade de informação sobre o mundo, a gente nunca vai poder ter uma teoria que descreve o mundo inteiro porque a gente simplesmente não conhece o mundo inteiro! Então existe um problema fundamental nessa busca: cientificamente ela não faz sentido”. E a partir do que a gente conhece do mundo, Gleiser observa que nosso Universo estaria muito mais ligado à imperfeição e às diferenças. Essas diferenças, inclusive, são cientificamente necessárias para a própria existência de vida. A crítica mais profunda que o físico brasileiro faz é sobre a busca dos físicos em si mesma. Essa busca estaria muito mais para o mito e para a religião do que para a ciência.&lt;br /&gt;Bem, mas e o Tom Zé? Acontece que ultimamente venho conversando com alguns amigos sobre Estética na música e uma das coisas que mais escuto é que artistas como Tom Zé, O Chato, fazem apenas “palhaçada”. “Fingem estar fazendo música com algum sentido para parecer intelectuais”, “fazem apenas um... caos”. E aí é que está: esse tipo de pensamento é muito antiquado, pois está em desacordo com as observações contemporâneas de cientistas como Marcelo Gleiser. Com as descobertas da ciência e suas conseqüentes implicações na estética, artistas “caóticos” como Tom Zé devem ser reconsiderados. Assim como outros que vieram na esteira dos Beatles como os contemporâneos daquele na Tropicália e mais tarde Björk e afins. Tom Zé seria o “anti-engenheiro”, o “anti-arquiteto” da música. A lógica deles é caótica e destrutiva; mas é lógica. Não ouço Tom Zé, por que acho muito chato. Mas a criação desses artistas, vista por muitos como... “imperfeita”, está muito mais próxima do que conhecemos de Deus/Natureza do que aquela de artistas com os quais o público é mais, digamos, “religioso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S82eT59jl9I/AAAAAAAAAEw/62X6wj8IPHE/s1600/tom_ze_ok.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 469px; height: 339px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S82eT59jl9I/AAAAAAAAAEw/62X6wj8IPHE/s400/tom_ze_ok.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5462195987883988946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-7313723434047983540?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/7313723434047983540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=7313723434047983540' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/7313723434047983540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/7313723434047983540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/04/tom-ze-e-origem-do-universo.html' title='Tom Zé e a Origem do Universo'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S82dOIrEyWI/AAAAAAAAAEQ/urTAzomncn4/s72-c/todos-os-olhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-3802366341940232939</id><published>2010-04-12T22:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T02:49:55.699-07:00</updated><title type='text'>Jesus perdoa os Beatles</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S8QKT87w5hI/AAAAAAAAAD4/nCaRx8qBlSA/s1600/jesus_beatles.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 316px; height: 260px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S8QKT87w5hI/AAAAAAAAAD4/nCaRx8qBlSA/s200/jesus_beatles.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459499986170471954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E Deus disse: que os Fab Four sejam perdoados pelas letras de cunho satânico e também pelo uso do cigarrinho do capeta. Veja no &lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/vaticancityandholysee/7579019/Vatican-forgives-The-Beatles-for-bigger-than-Jesus-comment.html"&gt;Telégrafo&lt;/a&gt;. Deu no L’Osservatore Romano, orgão oficial de imprensa do Vaticano: "Eles podem não ser o melhor exemplo da juventude da época, mas não eram,  de maneira nenhuma, o pior. Suas belas melodias mudaram a música e  continuam a dar prazer", diz o artigo sobre os quatro ingleses. O periódico  da Igreja também expressa tristeza pelo fim da banda em abril de 1970 e pede que o públio cátolico reflita "como a música pop teria sido sem os Beatles". Bem de acordo com o que foi dito por este blog há algumas semanas e que pode ser visto &lt;a href="http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/02/texticulo-n2-do-rock.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Será que o papa, que fala muito bem o português, esbarrou com o Blog da Saraiva (quem sabe pelo nome bíblico?) numa madrugada de navegação pela web? Se assim tiver sido, que Deus continue a iluminar este blog trazendo novos leitores fiéis!&lt;br /&gt;Tempos atrás, o Vaticano perdoou a alma de John Lennon pela famosa declaração de que os Beatles eram "mais famosos do que Jesus". À época do indulto, o L’Osservatore escreveu que "A declaração de John Lennon, que provocou tanta indignação nos Estados  Unidos, depois de todos estes anos soa como uma bravata de um jovem  proletário inglês às voltas com um sucesso inesperado". O artigo desta semana do jornal da Santa Sé relembra a indulgência e diz que os Beatles podem ter sido bem seculares mas que sua música será sempre divina.&lt;br /&gt;Para selar a amizade, um concurso inglês indicou o maior representante vivo de Deus para um &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/papa-indicado-premio-britanico-musica-classica-548624.shtml"&gt;prêmio de música&lt;/a&gt;. Sua Santidade solta a voz em &lt;em&gt;Música do Vaticano &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Alma Mater apresentando a voz do papa  Bento 16&lt;/em&gt;). Se o papa ganhar, os católicos prometem dar o troco com camisetas com a capa do disco de Bento escritas "Bigger than Beatles"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S8QKw56k7eI/AAAAAAAAAEA/7xm-GYhpRdE/s1600/be-sharps-bigger-than-jesus.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 279px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S8QKw56k7eI/AAAAAAAAAEA/7xm-GYhpRdE/s400/be-sharps-bigger-than-jesus.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459500483576393186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"All you need is love! All you need is love! Love! Love is all you need".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-3802366341940232939?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/3802366341940232939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=3802366341940232939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/3802366341940232939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/3802366341940232939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/04/jesus-faz-as-pazes-com-os-beatles.html' title='Jesus perdoa os Beatles'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S8QKT87w5hI/AAAAAAAAAD4/nCaRx8qBlSA/s72-c/jesus_beatles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-4422971358337286799</id><published>2010-03-29T20:42:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T22:13:30.459-07:00</updated><title type='text'>Favela Escola</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S7GBzTd5zvI/AAAAAAAAADA/L0146Je5IUU/s1600/escola_caverna.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S7GBzTd5zvI/AAAAAAAAADA/L0146Je5IUU/s400/escola_caverna.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454283342121389810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Agora a pouco, vi uma reportagem sobre escolas feitas de lata. Lembro-me que o assunto foi tema de debate em campanha de candidatos à Prefeitura de São Paulo, inclusive. Os candidatos prometiam "exterminar essa vergonha que são as escolas de lata". Também me recordo de um bispo político que realizou um projeto para "revitalizar" as fachadas de casas em morros de "comunidades". E é relativamente famosos o comentário do professor de matemática Luiz Barco sobre um prefeito que achou que, pintando a favela de rosa ela deixaria de ser favela. Mal imaginam esses sábios edukadores e pedos gôgos que na China dão aulas - até de matemática vejam só - em cavernas. Reclamam que "esses esquerdistas do PT" estão acabando com a educação e com a cultura brasileiras (já houve aqui essas duas?).&lt;br /&gt;Mas esses pobres (pobres porque não têm justamente educ&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S7GCZpdj55I/AAAAAAAAADY/GsQBiADvjfY/s1600/schoolcave2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 263px; height: 185px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S7GCZpdj55I/AAAAAAAAADY/GsQBiADvjfY/s320/schoolcave2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454284000860563346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ação e cultura), que vivem em busca de uma boquinha, de uma tetinha da pátria amada (fosse mátria talvez resolvesse?); eles não fazem diferente daqueles d'antes, que acharam que escrevendo os escudos de nossas universidades em latim fariam essas tão boas quanto aquelas de outras bandas. Escreveram em latim, mas esqueceram de ensinar ao povo a língua na qual escreviam. Soubesse o povo aquilo que ali estava escrito e talvez ele quisesse até mudar o mote para algo mais, digamos,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; veritas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Nosso ensino não é ruim por não termos mármore na entrada das escolas. Tampouco o é pela qualidade das paredes de lata ou de barro - ou até mesmo pela falta, tão grega, delas. Se nossas crianças são mal formadas, isso é consequência da má qualidade, aqui, desse ser humano chamado "pai" e "professor". E não minha cara ONG da "igualdade afroindígena-branca-amarela-parda-marronzinha-..." (de quantas cores eles precisam pra se satisfazer?): não falo de genética. Falo de... educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Originalmente, Luiz Barco usou o termo "favela escola" para se referir ao ensino japonês. Mas isso é assunto para uma outra postagem.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S7GDJUbOrNI/AAAAAAAAADo/z1EvuzrbNdQ/s1600/ceucabecalho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 188px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S7GDJUbOrNI/AAAAAAAAADo/z1EvuzrbNdQ/s400/ceucabecalho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454284819847359698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Vocês de direita, vocês de esquerda:&lt;br /&gt;São todos babacas. Velhos demais.&lt;br /&gt;Brigando por intrigas de tempos atrás"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato Russo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-4422971358337286799?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/4422971358337286799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=4422971358337286799' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/4422971358337286799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/4422971358337286799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/03/favela-escola.html' title='Favela Escola'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S7GBzTd5zvI/AAAAAAAAADA/L0146Je5IUU/s72-c/escola_caverna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-131736280146344288</id><published>2010-03-27T09:03:00.001-07:00</published><updated>2010-03-27T14:34:47.589-07:00</updated><title type='text'>F1: A história escrita pelos que não têm nome</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S642nFCUU8I/AAAAAAAAACo/osPiqLqk_Q4/s1600/t_matthews_williams_fw15c.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 361px; height: 186px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S642nFCUU8I/AAAAAAAAACo/osPiqLqk_Q4/s320/t_matthews_williams_fw15c.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453356243786945474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 1993 o já tricampeão mundial de Fórmula Um Alain Prost voltou de sua aposentadoria. O motivo: o controle de tração, os freios ABS e a suspensão ativa que o carro da Williams oferecia. Fez 13 poles e venceu 7 corridas.&lt;br /&gt;Poderia comentar os dois títulos de Fernando Alonso também. Mas não são necessa´rias situações tão "trágicas" como essas para demonstrar que a Fórmula Um tem bem pouco de esporte...&lt;br /&gt;Corre o boato nos bastidores do campeonato deste ano de que a equipe Red Bull teria encontrado uma forma de implementar a suspensão ativa (banida no fim de 1993) de forma mecânica, uma vez que o controle eletrônico é proibido. A implementação deve ser um tanto quanto sofisticada, mas a idéia é conhecida até por pacatos cidadãos brasileiros que rebaixam seus carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.paddockreport.com/wp-content/uploads/2009/07/f1_red_bull.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 427px; height: 252px;" src="http://www.paddockreport.com/wp-content/uploads/2009/07/f1_red_bull.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Acontece que as regras do campeonato atual, definem que os carros não podem reabastecer durante as corridas. E isso causa uma grande diferença entre a classificação - quando os carros estão muito leves com pouquíssima gasolina - e a corrida - os carros largam de tanque cheio. No entanto, as equipes não podem mexer nos ajustes do carro (inclusa aí a suspensão) do sábado de qualificação para o domingo de corrida. De tal forma que o sistema da Red Bull driblaria essa limitação fazendo com que a suspensão se adequasse a variação de peso do carro deixando-o sempre colado ao chão e assim aumentando o desempenho.&lt;br /&gt;É... Parece que o campeão deste ano já está definido. Como foi dito neste blog em outra ocasião, a Fórmula Um é uma competição tecnológica que algumas vezes (raras vezes) se mostra como um esporte.&lt;br /&gt;Só fico chateado com duas coisas: acharem alguns gênios pelos motivos errados e deixarem de colocar o nome dos membros de equipes de engenharia esquecidos, bem abaixo do nome de pilotos, quando deveria ser justamente o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue um videozinho superlegal sobre engenharia. O qual serviria muito bem pra mostrar a certos professores medíocres como se deve dar aulas. Mas isso é uma outra postagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="500" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/K4JhruinbWc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/K4JhruinbWc&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-131736280146344288?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/131736280146344288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=131736280146344288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/131736280146344288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/131736280146344288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/03/f1-historia-contada-pelos-que-nao-tem.html' title='F1: A história escrita pelos que não têm nome'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S642nFCUU8I/AAAAAAAAACo/osPiqLqk_Q4/s72-c/t_matthews_williams_fw15c.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-5457892173401373238</id><published>2010-03-26T21:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-01T04:53:35.983-07:00</updated><title type='text'>Renato Russo: o amor está morto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://geocities.ws/edterranova/cd7.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 255px; height: 243px;" src="http://geocities.ws/edterranova/cd7.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Renato Russo nasceu no dia 27 de março de 1960. O período que aí começa e vai até o dia 11 de outubro de 1996 foi amplamente registrado pela imprensa. Seria muito difícil, aqui, acrescentar algo sobre a vida do artista carioca que não possa ser encontrado facilmente em ótimas revistas como a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;extinta&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Bizz&lt;/span&gt;. A partir dos fatos que se conhece sobre Renato, pode-se tentar vislumbrar muito do como foi sua vida. Vida essa muito útil para se fazer reflexões. Essas reflexões eram estimuladas pelo próprio biografado, que sempre que pode tentou passar ao público alguma coisa tirada de sua própria experiência - Renato julgava muitíssimo valioso o aprendizado que se pode tirar de uma biografia e de conversas. Ao mesmo tempo, o artista se sentia incomodado por levarem isso a proporções messiânicas. De qualquer forma, Renato foi um grande prosador e suas entrevistas contém referências de grande valor (principalmente para os jovens).&lt;br /&gt;Mas hoje eu queria falar um pouco sobre o trabalho dele. Esse também foi muito analisado. Existem livros, inclusive, sobre suas letras, relacionando-as a referências literárias.&lt;br /&gt;Quero me ater à fase mais madura de Renato Russo. Por coincidência essa é sua fase menos popular. Não que o trabalho anterior a tal período seja inferior. Não: toda sua carreira é preenchida por belas composições. Nos últimos discos, porém, Renato atinge um aperfeiçoamento e uma criatividade sem paralelo no que se chama de rock ou pop no Brasil e no&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://deluca.blogspot.com/mauroferreira/uploaded_images/russ07-722754.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 280px; height: 282px;" src="http://deluca.blogspot.com/mauroferreira/uploaded_images/russ07-722754.jpeg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; mundo. Seu canto se refina explorando novas nuances e suas letras surgem com passagens geniais e com temáticas inéditas no que podemos chamar de "literatura musical". Essa combinação de significado verbal e canto de Renato Russo por vezes atinge um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pathos &lt;/span&gt;(grosso modo, a &lt;span&gt;emoção&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;que o artista evoca&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;)&lt;/span&gt; e um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ethos&lt;/span&gt; (idem, a capacidade intelectual do orador ) difíceis de ser encontrados em qualquer outro registro fonográfico. Talvez sequer na inspiração de Russo, Joni Mitchell, e no outro "filho" dessa, Morrissey (dentre outros como Ian Curtis) se ache algo à altura. Por vezes, críticos brasileiros afirmam que as letras do roqueiro não podem ser consideradas poesia, uma vez que se sustentam muito na potente voz do artista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renato tinha clara consciência de que uma canção é "poesia ajudada por música" (como escreveu o poeta português Fernando Pessoa). Por isso mesmo, suas letras eram muito ligadas a seu canto; à sua maneira de expressar determinadas emoções por meio de música. Essa, aliás, também mal analisada pelos grandes tupiniquins. É comum que se ouça "as letras eram muito boas, mas as músicas eram medíocres". No entanto, esquecem que a melodia, que é ligada à poesia, e o canto fazem parte da música. Talvez pensem assim, pelo fato de a poesia brasileira não ser baseada fortemente numa tradição musical (como a poesia inglesa por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cifraclub.com.br/contrib/noticias/renato-russo-legiao-urbana-renatorusso_1210186218.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 290px; height: 225px;" src="http://www.cifraclub.com.br/contrib/noticias/renato-russo-legiao-urbana-renatorusso_1210186218.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É uma pena que o último disco desse grande artista brasileiro tenha tido sua gravação prejudicada por complicações na saúde do artista que afetaram demais sua voz. Em algumas faixas, chega-se a se ouvir algo próximo a sussurros. Em outras, como "Sagrado Coração", não existe voz, porque Renato não conseguiu gravar. De qualquer forma, até mesmo esses obstáculos contribuem poeticamente, dando às gravações uma autenticidade intimidadora. Cabe aqui explicar que aquilo que foi lançado como o álbum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma Outra Estação&lt;/span&gt; originalmente formava com o lançamento anterior &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A tempestade ou  O Livro dos Dias&lt;/span&gt; um mesmo disco duplo. E desses últimos anos de trabalhos (1993 a 1996) constam peças geniais, como "Giz" e "Longe do meu lado". Geniais pois tratam de um assunto inédito na música: o fim do amor romântico. Renato, que sempre foi um romântico, passa a indagar se esse tipo de amor não seria na verdade uma fonte de sofrimento que deveríamos evitar e expõe novas possibilidades. Nessa época, o artista diz não acreditar mais em amor românctico; apenas em sexo e amizade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desenho toda a calçada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Acaba o giz, tem tijolo de construção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Eu rabisco o sol que a chuva apagou&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Quero que saibas que me lembro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Queria até que pudesses me ver&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  És parte ainda do que me faz forte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  E, pra ser honesto,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Só um pouquinho infeliz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se a paixão fosse realmente um bálsamo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  O mundo não pareceria tão equivocado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Te dou carinho, respeito e um afago&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Mas entenda, eu não estou apaixonado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A paixão quer sangue e corações arruinados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  E saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  E essa escravidão e essa dor não quero mais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com suas derradeiras criações, Renatoto Russo se colaca no mesmo patamar de artistas consagrados como Chico Buarque e Caetano Veloso. Mas com a diferença de que suas canções têm um poder de emocionar muito superior ao de qualquer um dos músicos digamos mais "cabeça". Renato também não deixa por menos em se tratando de "apuro técnico". Suas letras são simples mas muito belas e estão de &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.crazyever.blogger.com.br/20040330-renato_russo-09.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 287px; height: 192px;" src="http://www.crazyever.blogger.com.br/20040330-renato_russo-09.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;acordo com a liberdade conseguida&lt;br /&gt;na poesia de Pessoa e tornada clássica, aqui no Brasil, por Drummond. Afinal, não é o barulho ou guitarras virtuosísticas a grande contribuição do rock. O legado do estilo dos Beatles e de Bob Dylan foi  dar à música popular o mesmo que&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;Whitman e outros deram à poesia: pode-se fazer o que quiser, desde que seja belo. E um pouco dessa beleza pode ser vista em "O livro dos dias&lt;em&gt;&lt;/em&gt;", inspirada em  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Livro dos Dias, um diário das Cruzadas&lt;/span&gt;, livro de Stephen J. Rivelle onde o autor conta a busca por seus ancestrais, quando encontra o diário de um nobre francês escrito em meio às Cruzadas. Tais relatos descrevem o ser humano, com suas paixões e sua sexualidade, na Idade das Trevas de forma franca e impactante. Essa foi a última faixa do último álbum lançado com Renato Russo ainda em vida. A canção joga luz sobre o único tema que, como colocou Oscar Wilde, resiste ao tempo na Arte. Um resumo do amor romântico em nosso tempo - e em qualquer época - escrito com flores:&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausente o encanto antes cultivado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Percebo o mecanismo indiferente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Que teima em resgatar sem confiança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  A essência do delito então sagrado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Meu coração não quer deixar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Meu corpo descansar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  E teu desejo inverso é velho amigo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Já que o tenho sempre a meu lado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Hoje então aceitas pelo nome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  O que perfeito entregas mas é tarde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Só daria certo aos dois que tentam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Se ainda embriagado pela fome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Exatos teu perdão e tua idade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  O indulto a ti tomasse como bênção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Não esconda a tristeza de mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Todos se afastam quando o mundo está errado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Quando o que temos é um catálogo de erros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Quando precisamos de carinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Força e cuidado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Este é o livro das flores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Este é o livro do destino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Este é o livro de nossos dias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Este é o dia de nossos amores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Que o Amor descanse em paz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-5457892173401373238?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/5457892173401373238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=5457892173401373238' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/5457892173401373238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/5457892173401373238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/03/renato-russo-nasceu-no-dia-27-de-marco.html' title='Renato Russo: o amor está morto'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-1331700612027395276</id><published>2010-03-22T20:55:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T21:39:44.666-07:00</updated><title type='text'>"Aloha"</title><content type='html'>Muitos criticaram a postagem anterior, sobre Ayrton Senna. Acharam que desmerecia os feitos do piloto. Eu julgara, porém, que ao dar um dimensão mais humana (condizente com os fatos), estaria prestando um bom serviço ao leitor. Afinal, analisar o ídolo e o homem (e não o piloto) a partir dos fatos, e não dos factóides solidificados por agências de publicidade e emissoras de televisão - as quais dependem da fabricação de ídolos para gerar receita - permite ao leitor enxergar a imagem não de um deus, mas de um homem que, apesar do grande talento inato, sempre ambicionou o auto-aperfeiçoamento (isso tem hífen?) naquilo que fazia. E por isso mesmo Senna se torna uma glorificação do próprio ser humano: por meio do esforço, a superação sempre é possível. Seja esse esforço fruto principalmente da obsessão, como no caso de Senna (Ayrton queria ser o melhor sempre), ou de outros fatores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S6hGSpJMuZI/AAAAAAAAACY/-_lhSZPiyLw/s1600-h/SENNA.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 241px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S6hGSpJMuZI/AAAAAAAAACY/-_lhSZPiyLw/s320/SENNA.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451684635028011410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mas não devemos jamais esconder a complexidade de uma biografia. Isso seria insultar a inteligência e tirar toda a beleza de nossa própria raça - exata em sua imperfeição. Como bem nos elucida o grande cientista português Fernando Carvalho Rodrigues, autor de "Ontem, um anjo disse-me" e "pai" do primeiro satélite lusitano: o cientista, assim como o artista (e eu coloco homens como Ayrton Senna também como artistas), não empreende seus esforços pela utilidade que poderão outros tirar dos mesmos. Tampouco o fazem por serem eles mesmos "bons" ou "maus". Esses grandes homens cometem belos feitos porque "beleza é fundamental". E o gênio (em sua vaidade) e os partidários do mesmo (em seu desejo inconsciente de se ver através do objeto de adoração)não aceitam juízo de valor sobre a beleza de tais feitos: suas "manifestações divinas" são sempre as mais belas e notáveis.&lt;br /&gt;Em todo caso, fico com outro ídolo brasileiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu acredito que não existem heróis. A gente pode ter pessoas realmente espetaculares, por exemplo, figuras espiritualizadas, religiosas, que são grandes modelos para a humanidade, mas na verdade, todo mundo é igual. Eu não acredito que eu tenha uma verdade a mais. E principalmente a juventude. Se a juventude cair nesse erro de acreditar que sim, elas inevitavelmente vão acabar descobrindo que o ídolo delas tem os pés de barro.” (Renato Russo - 1960-1996)&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-1331700612027395276?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/1331700612027395276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=1331700612027395276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/1331700612027395276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/1331700612027395276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/03/aloha.html' title='&quot;Aloha&quot;'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/S6hGSpJMuZI/AAAAAAAAACY/-_lhSZPiyLw/s72-c/SENNA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-1021761189558534761</id><published>2010-03-21T12:10:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T22:58:37.654-07:00</updated><title type='text'>Aniversário de Ayrton Senna: o homem que não sabia perder</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuciano%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuciano%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CLuciano%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt; 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O anfitrião e dono de mesa e raquetes ganha todas, até que um garoto da vizinhança vem tirar dele o seu reinado. Inconformado, o menino mimado e orgulhoso convida um amigo para partidas secretas e treina por dias a fio. Apenas para, mais tarde, vingar-se de seu adversário estraga prazeres. Essa era a criança Ayrton Senna.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Senna, “por milagre” (como dizia sua irmã Viviane), não cresceria como um menino mimado. Mas jamais aceitaria derrotas de qualquer espécie. Como a perda do campeonato de Formula Um de 1989 para o francês Alain Prost após uma pequena colisão – porém julgada proposital pelo brasileiro. No ano seguinte, na última corrida da temporada, o brasileiro daria o troco jogando seu carro na largada contra o do adversário e decidindo o mundial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É interessante constatar que, esse espírito aguerrido ajuda na verdade a relativizar o mito de gênio de Senna. Ayrton tinha um grande talento, mas a característica que o fez ser considerado genial, por exemplo, não era inata: foi fruto justamente de sua incapacidade de aceitar a derrota. Certa vez, ainda adolescente, o piloto liderava uma corrida em Interlagos quando veio a chuva e esta o fez rodar várias vezes. O paulista , então, gastaria todos os recursos disponíveis para passar o maior tempo possível num autódromo quando chovesse. Algo parecido pode ser dito sobre sua resistência física e mental, aprimoradas com a ajuda de Nuno Cobra após Senna constatar o fato de ficar exausto após poucas voltas num carro de fórmula. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O piloto era um homem muito difícil de lidar. Preferia ficar com carros a ter de conversar com suas namoradas. Não gostava de ler e não gostava de música. Era também um tanto “antigo”: entre os critérios para escolha de pretendentes estava a virgindade; exceção feita a Adriane Galisteu. Não sem antes implantar um grampo em seu telefone para ter acesso a todas as conversas da namorada modelo. E numa dessas conversas, travadas entre Adriane e um ex-namorado, Ayrton ouviu que era inferior na cama. O piloto então ligou para a modelo dizendo que queria ter uma conversa séria quando fosse possível. O ariano, porém, com um semblante que se misturava com outras preocupações (com a segurança após uma morte e um acidente gravíssimo no fim-de-semana) naquele trágico Grande Prêmio de San Marino, morreria antes de ter a tal conversa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em 1992, o alemão Michael Schumacher despontava como um grande talento. E na quarta corrida do mundial, Schumacher tocaria em Senna provocando a quebra e a retirada do brasileiro da disputa. O acidente fez com que Senna procurasse o alemão (que se concentrava para a relargada) ainda nas muretas de proteção e tivesse com ele uma conversa em que colocava o dedo no nariz do jovem Schumacher. Até hoje ninguém sabe o conteúdo da conversa. Em 1994, na curva em que batera fortíssimo, e fora então atingido em seu supercílio por um pedaço de suspensão, Ayrton Senna foi ultrapassado pelo alemão, que venceria a corrida e se sagraria campeão naquele ano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seis anos após a morte de Senna, no GP da Itália, Schumacher vence e iguala a marca de 41 vitórias de Ayrton Senna. Ao ser lembrado de tal fato por um jornalista na entrevista para a televisão após a corrida, o alemão começa a chorar convulsivamente. Talvez por tomar consciência de que finalmente se colocara à altura de seu único rival; mas não poderia, jamais, superá-lo.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="500" height="405"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EOQjYCwgLdE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EOQjYCwgLdE&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-1021761189558534761?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/1021761189558534761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=1021761189558534761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/1021761189558534761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/1021761189558534761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/03/o-homem-que-jamais-era-derrotado.html' title='Aniversário de Ayrton Senna: o homem que não sabia perder'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-7714149555892161392</id><published>2010-02-20T09:34:00.000-08:00</published><updated>2010-03-22T22:15:39.786-07:00</updated><title type='text'>João Gilberto: Timidez e Samba</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://anos60.files.wordpress.com/2009/10/joao-gilberto-chega-de-saudade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 300px;" src="http://anos60.files.wordpress.com/2009/10/joao-gilberto-chega-de-saudade.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Num quarto de apartamento em Copacabana, João Gilberto e alguns amigos experimentam novas levadas em seus violões. Aborrecidos com o barulho, os moradores do andar de cima dão pancadas no teto. E, para não incomodar, o baiano tímido de Juazeiro começa a jogar fora de sua música todo som acessório, até que sobrasse apenas o essencial para a sobrevivência de ambos. Desse momento em diante o coração (o surdo) do samba passa a bater calado no fundo do peito do baiano “desafinado” e tímido. Esse “coração” sofre da arritmia do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jazz&lt;/span&gt;, num passo “desajeitado” e sincopado; frequentemente deixando que se vislumbre o caos, mas sem que jamais se destrua a ordem da origem.&lt;br /&gt;Um padrão africano, que fora transportado em longas viagens de navio, e que quase morrera em meio a todo tipo de doença e excremento. Uma saudade que chegara ao Brasil e que então se guardara durante séculos, tendo sobrevivido por meio de mutações genéticas; foi incorporada como espírito pelas curvas sinuosas e virginais no mar do Rio de Janeiro. E dessa união, trazida ao mundo pelas mãos de João Gilberto, num parto forçado e silenciado como o das escravas pretas, nasceu a Bossa Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como o Twitter tá acabando com tudo: &lt;a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL735451-9798,00-APOS+SHOW+DE+JOAO+GILBERTO+MARIANA+XIMENES+E+DEBORA+BLOCH+VAO+A+PIZZARIA.html"&gt;Ego&lt;/a&gt;&lt;a href="http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL735451-9798,00-APOS+SHOW+DE+JOAO+GILBERTO+MARIANA+XIMENES+E+DEBORA+BLOCH+VAO+A+PIZZARIA.html"&gt;.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma curiosidade: João Gilberto é tão antissocial que, certa vez, durante um tempo que passou em seu apartamento em Nova York, só abria a porta para serviços essenciais. Depois de 6 meses, o baiano abriu a janela pela primeira vez. Sua gatinha de estimação então correu em direção à luz e cometeu suicídio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Bossa Nova&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KQqkioD9vMU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KQqkioD9vMU&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-7714149555892161392?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/7714149555892161392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=7714149555892161392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/7714149555892161392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/7714149555892161392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/02/joao-gilberto-timidez-e-samba.html' title='João Gilberto: Timidez e Samba'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-2574305166469655437</id><published>2010-02-16T10:46:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T14:15:20.537-08:00</updated><title type='text'>Textículo N°2: Do Rock</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://audiocama.files.wordpress.com/2007/06/sgtpepper.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 474px; height: 472px;" src="http://audiocama.files.wordpress.com/2007/06/sgtpepper.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face  {font-family:"Cambria Math";  panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;  mso-font-charset:1;  mso-generic-font-family:roman;  mso-font-format:other;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face  {font-family:Calibri;  panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-unhide:no;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  text-align:justify;  text-indent:1.0cm;  line-height:150%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin; 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Sugiro que comecem por aí, pois serve como preliminar para que o assunto seja mais facilmente introduzido)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda que mais tarde ficaria mundialmente conhecida como The Beatles teve sua formação numa escola que reunia todo tipo de música americana que chegava ao porto inglês de Liverpool na segunda metade dos anos 50. De rock’n’roll e skiffle a baladas românticas, o grupo liderado por Paul McCartney (baixo e vocal) e John Lennon (guitarra e vocal) ouvia de tudo muito e partia para aulas práticas em bares tradicionais da Inglaterra - palco que mais tarde seria expandido para outros cantos da Europa. Nessa universidade, o grupo de adolescentes desenvolveu um estilo único que, se não era composto de nada original, tinha no resultado da mistura sua genialidade. Ao som e à atitude, Brian Epstein (que se apaixonara por John) acrescentou uma imagem: estavam criados o Rock e o Pop como conhecemos. Após publicarem um mestrado de como ser a maior banda do mundo, os já definitivos Fab Four (com o moleque virtuose George Harrison na guitarra e o supereficiente Ringo Starr na bateria) conheceram seu orientador de doutorado. Este americano, compositor principalmente de folk songs e respeitadíssimo por sua pesquisa sobre O Seu Tempo e O Vento de Todos, encorajou os rapazes ingleses a ir cada vez mais fundo em suas descobertas - que iam da música indiana e da literatura oriental ao sampler e a gravações surrealistas. O PhD em questão era Bob Dylan, que em contrapartida decidiu jogar toda sua reputação no lixo ao adotar como estilo o rock da maneira como os Beatels o concebiam. Por essa época a banda inglesa lançou o seu Revolver, que começava com os impostos britânicos em Taxman e terminava com o Livro Tibetano dos Mortos em Tomorrow Never Knows, passando por solidão, depressão e um submarino amarelo.&lt;br /&gt;Os jovens ingleses mais antenados de seu tempo inovaram tanto que mudaram dezenas de vezes sua imagem – durante toda a carreira – e seu som – durante cada disco. Na música popular industrial, a periodicidade é mensal (às vezes semanal) e isso nos anos 60 provocava um efeito muito interessante: os Beatles lançavam um trabalho e pouquíssimo tempo depois algum grupo de jovens talentosíssimos americano já tinha absorvido a idéia e feito uma obra prima em cima da mesma. Não bastasse a imensa inventividade, Paul, John e George compunham belíssimas músicas. Como disse Djavan: "Eles fizeram as melodias mais lindas de minha adolescência". Os quatro ingleses tinham tanto prestígio que dias após o lançamento do álbum (este mesmo um dos mais importantes da história) Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band tinham a honra de ver ninguém menos que Jimi Hendrix tocando e cantando para os autores a sua própria obra.&lt;br /&gt;Os Beatles deixaram um legado e tanto. Praticamente criaram o produto que jovens ainda hoje consomem em seus iPods (Apple e seu famoso ícone foi também a gravadora que o grupo inglês criara para ter a liberdade de gravar e lançar o que bem entendessem).  Qunado se procura um comentário sobre os Beatles, geralmente se encontra textos falando de seus recordes vários. Mas a melhor referência para se ter uma idéia mais clara de sua importância são os comentários de artistas influenciados por eles. E isso não é nada difícil. Uma vez perguntaram a Gilberto Gil o que havia sido a Tropicália (o último grande e mais importante movimento musical brasileiro que gerou coisas como o Manguebeat e que só não criou um novo ritmo por que foi assassinado antes pela ditadura militar). O preto baiano não titubeou: “O movimento Tropicalista nada mais foi do que uma cópia, no melhor sentido da palavra, do que os Beatles tinham feito anos antes”. Renato Russo sonhava ser Paul McCartney. Kurt Cobain queria ser John Lennon. David Bowie, The Smiths, Sepultura, Björk, Metallica, White Stripes, Clube da Esquina... A lista de influências não é nada curta.&lt;br /&gt;O produtor Butch Vig, certa vez, respondendo a um jornalista quem teria sido a banda pioneira do estilo que ele ajudara a criar nos anos 90 (gravou Dirty do Sonic Youth, Nevermind do Nirvana e Siamese Dreams do Smashing Pumpkins), colocou para tocar a canção que segue no vídeo abaixo e disse: “É: são eles mesmos. Como sempre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Helter Skelter&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rInMQWpGpYg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rInMQWpGpYg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-2574305166469655437?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/2574305166469655437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=2574305166469655437' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/2574305166469655437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/2574305166469655437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/02/texticulo-n2-do-rock.html' title='Textículo N°2: Do Rock'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-1274628143792321758</id><published>2010-02-16T10:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T11:52:19.030-08:00</updated><title type='text'>Textículo N°1: Do Método</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bradlichtenstein.files.wordpress.com/2009/01/williamblakeprint.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 318px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bradlichtenstein.files.wordpress.com/2009/01/williamblakeprint.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(O segundo textículo, como o leitor e a leitora já devem saber por experiência, não segue à descida, ficando sempre um pouco mais para cima. No caso de blogs comuns, claro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século XVII, havia um grupo de pensadores chamado Céticos. Quebravam e rolavam com tudo: “Uma pedra que você tem à mão neste momento, realmente está ali? Sim? Quem garante que não é uma mera ilusão dos sentidos? E aquela árvore? Em última instância, pode-se provar que ela de fato é real? E esses pássaros...” Isso fez o leitor recordar algo? Matrix? Pois é bem por aí. Por aquela mesma época, um auto-intitulado filósofo, cansado dos filósofos de seu tempo, colocou na cabeça que viveria a viajar, absorvendo a “verdade do mundo”. Sua curiosidade e sua vaidade relutavam em aceitar a “sabedoria dos filósofos”. Ele, que jamais pensara em nada original, apontou seu dedo para os Céticos e prometeu que os “destruiria”. Não conseguiu. Caiu em depressão profunda e trancou-se em seu quarto de hospedaria: não conseguia forjar sucesso para o público a partir do que era para ele mesmo um conjunto de tentativas frustradas. Numa noite (e suas noites freqüentemente invadiam a tarde), o nosso “rebelde” teve uma série de sonhos, mistos de visão e delírio, que o levaram à iluminação. Não ia mais fazer como os Céticos, que seguiam em sua rotina de “revoluções” duvidando de cada coisa em particular por vez. Duvidaria de tudo o que existe numa única tacada; espremeria a realidade captada por seus sentidos até que restasse apenas a verdade. Ou não restasse mais nada. Algum tempo depois, divulgava ao mundo o seu achado: duvidar de tudo; mas fazê-lo com método. Um de seus exemplos mais famosos, inspirado na “Caverna de Platão” (e aqui atualizado para o século vinte): imagine que tudo o que nossos sentidos recebem não passa de uma ilusão gerada por computador que é então transmitida ao nosso cérebro que está conservado numa cuba de vidro. Posto isso, não podemos ter certeza sobre a existência de nada do que vemos, sentimos ou lembramos. Porém, para que o nosso cérebro esteja sendo enganado, é preciso que o computador esteja ligado e passando as ilusões em nosso cérebro. Em outras palavras, para que o nosso pensamento esteja sendo iludido é preciso que haja... pensamento. Pode ser que tudo seja uma ilusão, mas, se meu pensamento está sendo enganado, eu de fato preciso estar pensando. E se meu pensamento existe, eu existo.&lt;br /&gt;O filósofo que adorava viajar chama-se René Descartes e o fruto dessas “viagens” estão principalmente no que se chama Discurso do Método e na parte escrita posteriormente, Regras para a Orientação do Espírito e para a Busca da Verdade nas Ciências. A obra e seu apêndice Geometria Analítica serviram de base para aquilo que chamamos de Ciência até hoje.&lt;br /&gt;Em sua Geometria Analítica, o francês René Descartes “toma emprestada” a idéia do advogado François Viète de representar quantidades variáveis usando letras no lugar de números e acrescenta a isso a já conhecida notação de potências com expoentes numéricos. Não bastasse essa abordagem moderna, Descartes, em sua obra, usa pela primeira vez o cálculo infinitesimal para finalmente conseguir um algoritmo aceitável para a abtenção da tangente a um gráfico. A técnica apresentada no livro era muito limitada e pouco acabada, mas serviu de base para que o inglês Isaac Newton construísse o seu Method of Fluxions, usado em sua nova Física. A obra de Newton chegou aos ouvidos do advogado alemão Gottfried Leibniz, que decidiu reescrevê-la. O resultado ficou muito superior e avançava séculos com sua notação (usada até os dias atuais em problemas de otimização) que resolvia os maiores entraves na obtenção de tangentes para determinação de máximos e mínimos. Leibniz trocou o nome do estilo matemático para Cálculo das Diferenças e afirmou ter-se inspirado na técnica, esta também superior, de outro matemático francês, Pierre Fermat, em lugar do Descartes de Newton.&lt;br /&gt;Leibniz e Newton travariam uma batalha cinematográfica de egos para decidir quem era o cara. Ambos os matemáticos (o alemão era também teólogo e o inglês feiticeiro) exigiam para si a autoria do Cálculo. Mas hoje sabemos que Newton foi de fato o criador. Ainda que a técnica de Leibniz fosse superior, esta fora construída a partir dos muros do templo de Newton, que por sua vez usara as bases de Descartes. Colocando as coisas em seu devido lugar, Newton escreveria em seu famoso epitáfio: “Se vi tão longe, foi por olhar sobre os ombros de gigantes”.&lt;br /&gt;Mas percebo que o leitor já balançou a vista mais de uma vez com sono. Entendo... Logo, vamos falar de Rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N. do E.: No princípio, o assunto do post seria a genialidade dos Beatles. Mas daí me veio à cabeça essa outra história, congênita. O que acabou dando origem ao par de textículos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-1274628143792321758?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/1274628143792321758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=1274628143792321758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/1274628143792321758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/1274628143792321758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2010/02/texticulo-n1-do-metodo.html' title='Textículo N°1: Do Método'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-6872179063937598457</id><published>2009-07-06T18:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T21:27:27.268-07:00</updated><title type='text'>Era uma vez uma equipe pequenina...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SlKmXPJbGhI/AAAAAAAAACM/BP4DDe8rJ7o/s1600-h/charge_australiaF1_blog.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 362px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SlKmXPJbGhI/AAAAAAAAACM/BP4DDe8rJ7o/s400/charge_australiaF1_blog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355525825030199826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A Fórmula Um é uma competição tecnológica que em raros momentos assume feições de esporte. Por mais que um piloto seja bom, o equipamento é decisivo. No campeonato atual, vemos o domínio de um carro excelente comandado por uma equipe pequena. Ou melhor: um carro excelente construído pela Honda, uma das maiores (pelo menos em se tratando de orçamento) equipes da Formula Um, ao longo de nove meses pelo montante de 1,3 bilhão de reais. O carro acabaria sob a tutela de Ross Brawn, antigo chefão contratado da Honda que aproveitou a crise da montadora japonesa para iniciar a equipe que leva seu nome. A dupla formada pelo inglês Jenson Button e pelo brasileiro Rubens Barrichello guia o modelo vencedor de seis de oito corridas (todas as vitórias nas mãos de Button). Muito se tem falado a respeito de uma suposta genialidade de Ross Brawn e Jenson Button. Mas as cifras e o contexto em muito contribuem para que se reveja a grandeza dos feitos. Além do orçamento grandioso também há a questão do tempo. Enquanto Mclaren-Mercedes e Ferrari brigavam até a última curva (literalmente) pelo o campeonato de 2008, a ex-Honda já estava no nono mês de desenvolvimento do projeto encabeçado pelo diretor técnico Joerg Zander. Essa vantagem de tempo parece ter sido decisiva na interpretação e no aperfeiçoamento do novo regulamento técnico implantado em 2009. São até cabíveis os elogios a Brawn, afinal foi este mesmo homem que comandou a fase vitoriosa da Beneton com o carro guiado por Michael Schumacher e que, acompanhando o piloto alemão em sua ida para a Ferrari, ajudaria a construir a melhor fase da história da equipe do cavalinho rampante. Porém, pode soar absurdo dar a alcunha de gênio a um piloto que nunca se mostrou grande coisa em nove anos de Fórmula Um. E na temporada em disputa, não se viu Button fazer mais que não “atrapalhar” o carro muito bem nascido. Ademais, começa-se a relativizar o desempenho de Schumacher, o piloto que mais venceu na categoria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-6872179063937598457?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/6872179063937598457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=6872179063937598457' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/6872179063937598457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/6872179063937598457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2009/07/era-uma-vez-uma-equipe-pequenina.html' title='Era uma vez uma equipe pequenina...'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SlKmXPJbGhI/AAAAAAAAACM/BP4DDe8rJ7o/s72-c/charge_australiaF1_blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-4379753170606974444</id><published>2009-07-02T10:19:00.001-07:00</published><updated>2009-07-06T16:59:00.257-07:00</updated><title type='text'>O último papel de Heath Ledger</title><content type='html'>Acabo de ver um trecho de Doctor Parnassus (Heath Ledger fez apenas 1/3 do que estava programado para ele no filme), e é de dar raiva: o australiano ficou mesmo impossível depois de The Dark Knight. Mas “o pior” é o que viria depois.  O grande ator planejava seguir carreira como diretor. E dentre alguns projetos, havia uma idéia recorrente na cabeça de Heath: fazer Nick Drake. “Fazer” em (pelo menos) três sentidos. Primeiro, escrever sua cinebiografia da forma que um grande fã gostaria. Segundo, dirigir tal obra como um diretor apaixonado por ela faria. E terceiro, interpretar o papel principal, como só um ator obcecado por ele conseguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nick Drake foi um compositor, cantor e multi-instrumentista [será que isso tá certo, meu Deus?] britânico, nascido na Birmânia nos anos 40 filho de um engenheiro e uma compositora que achavam que tocar violão (Drake aprendeu com um colega na escola) não era algo adequado para alguém como ele. O jovem foi estudar Letras em Cambridge (nunca concluiu), gravou alguns discos e chegou a ser admirado ainda em vida, mas nunca fez sucesso. Tentou namorar por duas vezes em relacionamentos jamais consumados. Após sua morte, Drake teve suas canções regravadas por alguns artistas famosos e seus discos citados nas tão comentadas listas de publicações musicais. É considerado gênio por alguns. O comentário mais adequado é o de Renato Russo: "Ele é um anjo. Ele tem uma sensibilidade extrema”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É realmente uma lástima que o ator tenha morrido antes de fazer o compositor no cinema. E a ironia é Ledger ter morrido nas mesmas circunstâncias que Drake. Ambos tomavam remédios pra depressão e exageraram na dose de um medicamento pra dormir. Uma perda enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site do compositor: http://www.brytermusic.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma amostrinha pra conhecer um pouco de Nick Drake (o áudio está péssimo):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AEJyfKAh-cw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/AEJyfKAh-cw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-4379753170606974444?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/4379753170606974444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=4379753170606974444' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/4379753170606974444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/4379753170606974444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2009/07/o-ultimo-papel-de-heath-ledger.html' title='O último papel de Heath Ledger'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-4670518838085808064</id><published>2009-02-19T11:21:00.000-08:00</published><updated>2009-03-11T20:55:31.935-07:00</updated><title type='text'>“Get off the stage” Morrissey!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SZ20jeRo-OI/AAAAAAAAABU/Xzv0lyhoNNs/s1600-h/morrissey.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 301px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SZ20jeRo-OI/AAAAAAAAABU/Xzv0lyhoNNs/s400/morrissey.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304594457627785442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cluciano%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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Ponto final. Pouquíssimos foram tão longe em termos de poesia e &lt;i style=""&gt;showman&lt;/i&gt;. Só encontro paralelos nos brasileiros Renato Russo e Cazuza.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Morrissey, sozinho (com a ajuda musical de Johnny Marr), levou o rock ao seu limite – e o destruiu. Os três primeiros discos de sua banda, The Smiths, são simplesmente perfeitos. Mas “é preciso saber sair como se chega, quando for a hora”. O que se sente no recém lançado &lt;i style=""&gt;Years of Refusal &lt;/i&gt;é que o tempo do bardo passou. Morrissey chega a citar o fato na canção “You were good in your time” e em momentos de resignação aqui e ali.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SZ21S0cJM_I/AAAAAAAAABk/_59pUC0KDK8/s1600-h/morrissey-years_of_refusal-label-tour.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 220px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SZ21S0cJM_I/AAAAAAAAABk/_59pUC0KDK8/s200/morrissey-years_of_refusal-label-tour.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304595271031272434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em entrevistas recentes, o cantor declarou que cogita se aposentar. É uma ótima ideia. Sua última obra traz momentos em que o mais belo timbre romântico do rock chega a lembrar vagamente os filhos bastardos que ajudou, indiretamente, a criar (conhecidos por aqui como “emos”). A carreira solo desse mito gay passou por muitos altos e baixos. Mas sempre havia a esperança de mais uma canção redentora; mais um milagre. Morrissey continua sufocante como sempre em seus shows. Porém seus lampejos de genialidade o abandonaram em suas letras e interpretações. Não obstante, deve-se deixar claro que um mal momento de Morrissey é, ainda assim, muito superior à média. Seus trabalhos sempre causam um estranhamento - ou empatia, para os fãs - delicioso de se ouvir.Ao criticá-lo, o parâmetro é sempre ele mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O tempo, implacável, e sua ironia suprema, acabaram por fazer os versos de uma de suas próprias canções (“&lt;i style=""&gt;Saia do palco&lt;/i&gt;”, que batiza este artigo), feita para Mick e Keith, perfeitos como conselho para o próprio autor. Curta sua vida, Steven, pois você mesmo sabe que não foi nada mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_xPyOYULwCA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_xPyOYULwCA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SZ212aApWII/AAAAAAAAABs/4Ec0jKdNIUk/s1600-h/MORRISSEY1.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-4670518838085808064?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/4670518838085808064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=4670518838085808064' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/4670518838085808064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/4670518838085808064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2009/02/get-off-stage-morrissey.html' title='“Get off the stage” Morrissey!'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SZ20jeRo-OI/AAAAAAAAABU/Xzv0lyhoNNs/s72-c/morrissey.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-3848292037972374796</id><published>2008-08-16T00:58:00.000-07:00</published><updated>2009-03-06T09:16:08.672-08:00</updated><title type='text'>Seção coincidências da vida: Não tinha medo um tal de Rocky Raccoon...</title><content type='html'>Aproveitando que até o final deste ano deve ser lançado um disco de versões do Álbum Branco dos Beatles em comemoração aos 40 anos de lançamento do mesmo, coloco aqui um vídeo de animação (bem tosco, aliás) com a canção Rocky Raccoon. A faixa faz parte da referida obra e foi interpretada, na versão com artistas brasileiros produzida por Marcelo Fróes, pela irmã de Renato Russo, Carmem Manfredini. Assistam ao clipe e descubram a supercoincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wjFZ5ORMW3M&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/wjFZ5ORMW3M&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-3848292037972374796?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/3848292037972374796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=3848292037972374796' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/3848292037972374796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/3848292037972374796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2008/08/seo-coincidncias-da-vida-no-tinha-medo.html' title='Seção coincidências da vida: Não tinha medo um tal de Rocky Raccoon...'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-437110263535722343</id><published>2008-08-07T20:01:00.000-07:00</published><updated>2009-03-05T20:00:07.543-08:00</updated><title type='text'>Ney MatoGrosso - New York Dolls - Morrissey - Renato Russo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SJvS_kjY2fI/AAAAAAAAAAU/HGBJ_NTs3PE/s1600-h/conex.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SJvS_kjY2fI/AAAAAAAAAAU/HGBJ_NTs3PE/s320/conex.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232007381706660338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ney Matogrosso nos anos 1970, quando ainda era vocalista do Secos e Molhados, introduziu uma forma de pintura facial, de se vestir e de se apresentar que distingüiria o grupo de rock de todos os outros. A banda e seu som inovador ,  guiado por João Ricardo, faria um sucesso sem precedentes no Brasil. O regime militar não pode fazer nada contra o grupo que era adorado até pelas crianças.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Numa viagem promocional ao México, o cantor travaria contato com um empresário norte-americano que propôs ao matogrossense fazer parte de uma banda ainda a ser criada e distribuída nos EUA e na Europa. Essa banda deveria usar os rostos pintados à maneira de Ney Matogrosso. Com a negativa de Ney, surgia pouco tempo depois um grupo pop de sucesso internacional chamado Kiss - seus integrantes eram carapintadas "chupados" do artista brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SJvZ9kT14OI/AAAAAAAAAAc/Th-01IDCrhc/s1600-h/secoskiss.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 241px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SJvZ9kT14OI/AAAAAAAAAAc/Th-01IDCrhc/s320/secoskiss.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232015043863109858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por essa mesma época, o empresário inglês Malcolm Mclaren, também conhecedor do artista brasileiro e seus trejeitos, empresariou um grupo de rock de drag queens chamado New York Dolls (a capa do disco de estréia da banda, inclusive, parece uma continuação da do primeiro dos Secos e Molhados).&lt;br /&gt;A experiência com o grupo de drag queens foi aplicada por Mclaren na criação da banda inglesa Sex Pistols, uma das principais do movimento Punk que mudou a cara do rock e culminou com o surgimento de nomes como The Smiths. Os Smiths foram uma das bandas a causar maior comoção na Inglaterra e era liderada por Morrissey, fundador do primeiro fã-clube do... New York Dolls. Morrissey influenciaria de maneira decisiva o carioca Renato Russo, maior nome do rock brasileiro ao lado de Cazuza. Que se envolveria (musicalmente e pessoalmente) com Ney Matogrosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Secos e Molhados e toda a sua teatralidade, claro, continuaria inspirando alguns muito tempo depois: Mamonas Assassinas, Cordel do Fogo Encantado, Teatro Mágico, Cansei de Ser Sexy...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O pioneiro Secos e Molhados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HK_msOCc0II&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HK_msOCc0II&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-437110263535722343?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/437110263535722343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=437110263535722343' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/437110263535722343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/437110263535722343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2008/08/ney-mato-grosso-new-york-dolls.html' title='Ney MatoGrosso - New York Dolls - Morrissey - Renato Russo'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SJvS_kjY2fI/AAAAAAAAAAU/HGBJ_NTs3PE/s72-c/conex.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-3734234829187675418</id><published>2008-08-07T19:40:00.001-07:00</published><updated>2008-08-07T19:40:29.132-07:00</updated><title type='text'>"Nunca antes na história desse país..."</title><content type='html'>Hoje quando eu estava na rua passou um carro de som fazendo propaganda política de um ex-professor de matemática meu. Um cara que é tido como ótimo professor por ser super popular, mas que na verdade é apenas alguém que encontrou uma forma de subir na vida sem precisar mostrar resultados, ou seja, dar aos filhos dos cidadãos que o contrataram o que lhes pertence por direito: educação de qualidade. A prima de uma amiga minha teve relações com esse professor ainda adolescente, entre outras coisas. Nas últimas eleições, quando era candidato a deputado estadual, ele prometeu a construção de uma escola num local próximo daqui. Ele não foi eleito. Meses depois assisti à construção do colégio da minha janela . É uma escola estadual que já estava com suas obras autorizadas pelo Governo do Estado de São Paulo bem antes da promessa de campanha. Se é verdade que o Brasil está evoluindo a cada geração rumo a algum lugar, meus professores da escola pública são exemplos preciosos de ascendência socioeconômica. Com esse caso, eu quero demonstrar meu pesar em saber que os indivíduos mais destacados da geração anterior à minha não passam de vermes corruptos como aqueles que eles mesmos amam criticar em sala de aula. São pessoas atentas e prontas para fisgar qualquer chance de subir na vida de uma forma que a sociedade não possa incriminar, ainda que seja um caminho eticamente execrável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-3734234829187675418?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/3734234829187675418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=3734234829187675418' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/3734234829187675418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/3734234829187675418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2008/08/nunca-antes-na-histria-desse-pas_07.html' title='&quot;Nunca antes na história desse país...&quot;'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6157416215814129652.post-3014172857334235043</id><published>2008-08-07T13:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-06T09:39:22.587-08:00</updated><title type='text'>Imagine: Frieden</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SJuRJwCr1ZI/AAAAAAAAAAM/ue9FwPhw-sY/s1600-h/Wernher_von_Braun%282%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SJuRJwCr1ZI/AAAAAAAAAAM/ue9FwPhw-sY/s320/Wernher_von_Braun%282%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231934988821976466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="result_box" dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Wernher &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;von Braun (direita) com Walt Disney em 1954&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No blog de uma amiga, o delicioso Conhecendo Nürnberg - Viagens (desfrute aqui &lt;a href="http://enjoyasilence.blogspot.com/"&gt;http://enjoyasilence.blogspot.com/&lt;/a&gt;), encontrei uma publicação sobre os manifestos que o povo alemão está fazendo por ocasião dos 63 anos do ataque nuclear à Hiroshima e Nagasaki. E me recordei de fatos relacionando a Alemanha às grandes tranformações sofridas pelo mundo à partir da Segunda Guerra. Todos nós sabemos que Albert Einstein foi um alemão judeu que encabeçou as últimas descobertas de seu tempo em física nuclear. Logo vem à memória sua imagem (um dos maiores ícones pop) imitando um macaco. Todos sabem o que aquilo significa. O que pouca gente sabe é que, logo após o ataque nuclear dos EUA ao Japão (aliados dos nazistas) e conseqüentemente o fim da guerra, americanos e soviéticos disputaram uma corrida acirrada. A meta: Wernher Magnus Maximilian von Braun&lt;/span&gt;. Maior engenheiro daquela época, von Braun construiu o primeiro foguete que realmente conseguiu transpor a atmosfera terrestre (Hitler usou seu modelo de míssel V-2 ("v" de vingança) contra a Inglaterra mais de 4000 vezes). Quando os soviéticos chegaram, encontraram apenas destroços do programa de foguetes alemão. Os Estados Unidos estavam interessados em usar o conhecimento de von Braun para erguer seu próprio programa de foguetes. Eles tinham bombardeiros e a bomba atômica, mas os soviéticos preferiam investir em mísseis de longo alcance. Junto com a tecnologia de radar britânica, esses fatos aceleraram a corrida espacial entre as duas potências. O cientista queria muito dinheiro para o seu programa: disponibilizaram-lhe um orçamento sem limites. Ainda fez com que os EUA transferissem outros cerca de 700 cientistas e seus familiares (todos da comunidade nazista) para a América, limpassem suas fichas e lhes dessem o Green Card americano. Mas von Braun queria mais: exigia ser reconhecido como cidadão norte-americano pelo Congresso, o que ninguém jamais havia conseguido. Von Braun conseguiu. Ele fundou a NASA e levou os astronautas norte-americanos à Lua. Como bem colocou Janaina Andrade em sua publicação, nesses tempos de celebração da paz devemos lembrar do que já fomos capazes de fazer. Ao final, não é a piedade a premiada pela natureza humana. Não é o bem que vence. A vitória, infelizmente, é sempre do mais forte. Por isso, estejamos sempre atentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Décadas mais tarde, John Lennon faria o mesmo pedido ao Congresso norte-americano. Acharam um absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a canção Imagine, de John Lennon. Por sinal, ingênua, mas que se tornou um símbolo para os jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/okd3hLlvvLw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/okd3hLlvvLw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Visite o blog!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6157416215814129652-3014172857334235043?l=blogdasaraiva.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/feeds/3014172857334235043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6157416215814129652&amp;postID=3014172857334235043' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/3014172857334235043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6157416215814129652/posts/default/3014172857334235043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdasaraiva.blogspot.com/2008/08/imagine-frieden.html' title='Imagine: Frieden'/><author><name>Saraiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04592177270119581251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Vjs59z9xGuI/SJuRJwCr1ZI/AAAAAAAAAAM/ue9FwPhw-sY/s72-c/Wernher_von_Braun%282%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
